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Os wearables e o futuro da saúde

Atualmente, o tratamento médico assume principalmente a forma de medicamentos e terapia. Mas recentemente uma terceira opção vêm surgindo lentamente: dispositivos digitais que podem ajudar a tratar tanto as condições físicas quanto mentais.

Ainda que tenhamos muitas dúvidas e críticas: seriam os wearables uma forma de suplementar e até substituir medicamentos e terapias tradicionais?

“Wearables” são “tecnologias vestíveis”, a nova moda das startups e das health techs.

Móveis e portáteis estes dispositivos que podem ser integrados a diversos acessórios como peças de roupa, pulseiras, meias, sapatos, óculos, relógios e smartphones. Os mais conhecidos são os “smartwatches”, cada vez mais presente no nosso dia a dia.  Quantas de vocês já trocaram os seus relógios pelo Apple Watch? Em 2017, a Apple vendeu mais Apple Watch do que todas as empresas de relógio suíças juntas.

Nada mais esperado do que as empresas de tecnologias aproveitarem as oportunidades deste movimento, não é mesmo?

 

Mas o que isso tem a ver com saúde?

Quem acompanha as tendências de tecnologia e start up sabe que nos últimos anos as health techs explodiram. 

Na última CES 2019, a mais relevante feira de eletrônicos dos EUA, a popularidade dos wearables com foco relacionado à saúde cresceu ainda mais e indicam o potencial que da tecnologia para promover saúde, cuidado e bem-estar, auxiliando as terapias tradicionais.

 

“Health wearables”

Os “health wearables” oferecem vantagens únicas, direcionadas e baratas a pacientes. Eles podem monitorar dados fisiológicos e comportamentais, aumentar a autoconsciência e estimular mudanças de comportamento. Desta forma, muitos profissionais também estão começando a usar estes recursos para diagnosticar e monitorar pacientes.

Embora até agora a maioria dos dispositivos da saúde tenha se limitado a aplicativos que emitem lembretes para se exercitar e guiar a meditação, por exemplo, o que nos espera no futuro pode ser algo muito mais revolucionário do que vimos até agora. 

 

4 dispositivos wearables que prometem revolucionar o futuro da saúde

 

1. TouchPoint

Este wearable promete liberar micro-vibrações hápticas para alterar a resposta natural do stress do corpo e acalmar a mente. A empresa diz que a pulseira também pode ajudar a melhorar a qualidade do sono, o foco e o desempenho escolar e profissional. O dispositivo custa U$159 e pode ser comprado online.

 

2. My Skin Track – La Roche Posay

A L’Oréal, em um projeto de codesign Epicore Biosystems, apresentou um protótipo de sensor e aplicativo wearable que ajuda os usuários a rastrear o nível de pH da  pele. 

O My Skin Track pH é um sensor pequeno e flexível, que utiliza a tecnologia microfluídica para mensurar os níveis de pH da pele a partir de pequenas quantidades de suor e dos poros. A leitura dura cerca de 15 minutos e possui duas etapas: primeiro, o usuário coloca o sensor no braço, deixando o até que o centro do dispositivo fique colorido; em seguida, basta abrir o aplicativo do My Skin Track pH e fotografar o sensor. O aplicativo utiliza um algoritmo avançado para ler a medição de pH. Com base na taxa de transpiração é possível avaliar a saúde da pele e recomendar cuidados e produtos La Roche-Posay para equilibrar os níveis de pH. A tecnologia será utilizada inicialmente nos EUA com dermatologistas selecionados pela marca. A ideia é, a partir dos dados coletados na fase de implementação, armazenar novas pesquisas e lançar um produto específico para os consumidores.

 

3. Lumen

Outra novidade foi o Lumen, um dispositivo portátil que pode examinar o metabolismo de um usuário e detectar se um usuário está queimando gordura ou carboidratos. O sistema, que se liga a um aplicativo correspondente, é capaz de mostrar aos usuários como suas refeições e atividades estão afetando seu metabolismo.

 

4. Teamdrop

O Tempdrop é um termômetro inteligente que permite que as mulheres saibam quando são mais propensas a engravidar. O dispositivo wearable ajuda as mulheres a acompanhar seu ciclo através de seus padrões de temperatura.

 

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Cada vez mais a área da saúde conta com tecnologias digitais para o funcionamento ideal dos nossos corpos. É inegável que a tecnologia está se tornando parte do ser humano, parte integrante de  nossas vidas diárias e regulando algumas funções em nosso nome.

Nossos dispositivos, smartwatches e smartphones estão conosco 24 horas por dia, 7 dias por semana e não apenas têm o potencial de nos conhecer melhor do que nosso amigo ou parente mais próximo, mas podem nos apoiar, incentivar e fazer com que nos tornemos mais conscientes da nossa saúde. 

Nós da Think Saúde acreditamos que compreender como inserir essas novas tecnologias na prática médica é um novo paradigma da medicina e que merece uma grande atenção, reflexão e discussão.

E você, qual a sua opinião?

nicole@thinksaude.com.br

Sócia-fundadora da Think Saúde, Nicole Simonato é publicitária, designer e pesquisadora e atua com a coordenação e execução de projetos multidisciplinares relacionados à marketing, comunicação e design. Mestre em Design Estratégico pela Unisinos, possui pós-graduação em Marketing, especialização em Marketing para a Área da Saúde e graduação em Comunicação com ênfase em Marketing, ambos pela ESPM-Sul.

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